União dos sindicatos no formato de centrais de negócios é uma alternativa para ganho de receita!

União dos sindicatos no formato de centrais de negócios é uma alternativa para ganho de receita!

A união dos sindicatos é um novo modelo de organização que está sendo cada vez difundido no cenário nacional. 

Sua necessidade imediata é gerar mais receitas às unidades sindicais, já que a nova lei trabalhista derrubou a obrigatoriedade do pagamento de taxa pelos trabalhadores. 

Os benefícios da junção nos moldes de centrais de negócios, porém, segue uma tendência global e promete agregar uma série de benefícios aos negócios e gestores, já que a união pode oferecer benefícios às empresas sob a guarda sindical.

A seguir, saiba mais sobre a união dos sindicatos, seu cenário atual no Brasil e os benefícios do modelo de centrais de negócios na área! Continue a leitura!

O que é o movimento de união dos sindicatos?

Inicialmente, a união dos sindicatos surgiu a partir de fusões entre sindicatos de mesma categoria ou similares.

Esse tipo de ação permite, por exemplo, a formação de uma central única de compras, que possa oferecer serviços como o suporte para compras conjuntas de empresas de uma mesma área ou com necessidades parecidas.

A tendência é que esse tipo de união seja mais ampla, em que ocorra uma verticalização após as fusões até que os sindicatos consigam ter alcance nacional. 

O site Diário de Pernambuco, em matéria especial sobre o tema, levanta o exemplo da Alemanha, em que essa lógica já é bem estabelecida. No país, há apenas 8 sindicatos nacionais de trabalhadores, com uma seção representativa em cada cidade e bairro.

Por mais que o objetivo primário da união dos sindicatos patronais seja a sobrevivência financeira, seus benefícios refletirão em mais segurança para os trabalhadores, que terão uma estrutura mais robusta de apoio. 

Mesmo que a nova lei trabalhista tenha imposto desafios financeiros, a necessidade de repensarem seus modelos faz com que os sindicatos agreguem mais força conjunta e reconquistem seu protagonismo.

No próximo item, saiba mais sobre esse movimento no Brasil e conheça alguns casos recentes. 

Como é esse cenário no Brasil?

Atualmente, existem 5,4 mil sindicatos patronais e outros 11,2 mil de trabalhadores no Brasil, além de confederações, centrais e federações, como destaca a matéria supracitada do site Diário de Pernambuco. 

Até 2017, os sindicatos ficavam com 90% da arrecadação do imposto sindical. Essa era sua maior fonte de receita, que agora foi extinta. Para não perder sua relevância perante esse cenário, algumas medidas passaram a ser adotadas. 

Nos sindicatos de trabalhadores, a união dos sindicatos visa fortalecer o poder de negociação. Já no âmbito empresarial, as fusões nos modelos de centrais de negócios permitem a prestação de serviços e a obtenção de benefícios conjuntos. 

O Sindicato de Empregados na Indústria Alimentícia de São Paulo, por exemplo, anunciou em 2019 que vai se unir aos sindicatos de trabalhadores alimentícios, de lacticínios e de fumo de Santos e Região. 

A base de trabalhadores a partir dessa união será de 50 mil indivíduos, que agregarão muito mais relevância para reivindicar suas demandas e posições. 

Do lado dos sindicatos patronais, é possível mencionar os associados do Sindicato da Indústria da Construção Pesada do Ceará, que desde 2017 passaram a aderir ao modelo de Central de Compras, como destaca matéria do site FIEC.  

O principal objetivo é dar escala às compras dos associados, que até então compravam isoladamente. Com as negociações conjuntas, em quantidades maiores, são garantidos melhores valores e a redução de custos. 

Outro bom exemplo é a Rede Renome, criada pelo Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico do Ceará. Trata-se de uma rede de compras especialmente desenvolvida em prol dos associados do Vale do Jaguaribe.

Como aponta o site SIMMEB, seu objetivo é proporcionar vendas coletivas com formas de pagamento, prazos e preços mais vantajosos, possibilitando um aumento da margem de lucro das empresas, que se tornam mais sustentáveis e coletivas. 

Muitos outros casos poderiam servir de exemplo, mas esses servem como base para demonstrar como o mercado agora está se movimentando em busca de meios diferenciados de associação, que fujam das organizações sindicais tradicionais!

No próximo item, saiba quais são os principais benefícios do modelo de centrais de negócios para a união dos sindicatos.

Quais os principais benefícios da organização em centrais de negócios?

Quais os principais benefícios da organização em centrais de negócios?

Como esclarecemos anteriormente, a união dos sindicatos em modelos de centrais de negócios é capaz de agregar uma série de benefícios aos representantes empresariais, principalmente em termos de poder de negociação. 

Saiba mais sobre os principais pontos positivos oferecidos por meio desse modelo de cooperação: 

Atue por meio de grupos associativos

Ao organizar-se em um modelo de união dos sindicatos, os representantes farão parte de um grupo associativo, em que não só terão um papel administrativo conjunto, como também trocarão novas experiências e boas práticas.

Esse ecossistema colaborativo proporciona uma tomada de decisões mais assertivas e ainda contribui significativamente para a redução de custos e para a otimização do capital disponível.

Além de permitir uma estrutura robusta para atender às demandas individuais e conjuntas das empresas, a central lhes proporciona uma visão mais ampla do mercado e mais relevância no cenário competitivo.

Realize negociações conjuntas

Garantir um bom negócio não diz respeito apenas aos custos inerentes aos produtos, mas também de sua logística, mão de obra relacionada e administração. Com uma visão completa, é possível enxergar novas possibilidades de negociação

Organizada em redes de negócios, a união dos sindicatos pode garantir um maior volume de compra de itens, com preços competitivos e modelos que atendam às necessidades e expectativas de cada negócio. 

Isso exige a manutenção de parcerias de qualidade com fornecedores que tenham compromisso e condições vantajosas – busca que também é otimizada pelo modelo de redes.

Integre as suas operações

As principais redes de negócios adotam modelos informatizados de gestão, que permite uma operação totalmente integrada entre os associados de maneira online e prática. 

Com isso, entre as operações que podem ser otimizadas, está a gestão de compras e contas, a avaliação de desempenho e comunicação dos associados, centralização de informações estratégicas, relatórios de processos, monitoramento de verbas, etc.

São muitos os benefícios do modelo de redes de negócios, mas esses três pontos servem como uma excelente base para apontar porque esse movimento ocorre em plena expansão entre os sindicatos e lhes conferem novas excelentes oportunidades!

Você já sabia sobre a tendência de união dos sindicatos? Se ficou com alguma dúvida sobre o assunto, entre em contato conosco!

Agora, se você tem interesse em se aprofundar no assunto e criar uma rede de sindicatos, é muito importante que você entenda a relevância da capacitação. Por isso, indicamos a leitura do nosso conteúdo que fala sobre Capacitação de lideranças: entenda a importância da sua rede investir nela!