Área Central

Rede de cooperação: uma rede para redes

Já falamos inúmeras vezes aqui no blog sobre Centrais de Negócios. Ela é um método de gestão que visa fortalecer grupos de pequenos empreendedores de um mesmo segmento, através da cultura do cooperativismo. Por meio de ações em conjunto, como compras, venda, promoções; pequenos negócios se tornam mais fortes e podem superar dificuldades no mercado competitivo. Nesse meio, surge ainda uma nova tendência no modelo associativista: redes que auxiliam outras redes! Especialmente no setor de compras. Saiba mais aqui!

A Multi Centrais

Para esse artigo, utilizamos o exemplo da Multi Centrais. Ela é uma rede de cooperação que gerencia o processo de compras e negociação dos seus associados. Porém, seus associados são outras redes e associações. Nesse caso em específico, redes de laboratórios de análises clínicas. Ou seja, a Multi Centrais atua como uma central das redes, fazendo a negociação e gestão das compras de todos os insumos necessários para o negócio. Esse mesmo modelo pode ser usado em outros setores e redes, tais como: rede de mercados, rede de farmácias, rede de materiais de construção, rede de agropecuárias, etc.

Area CentralVilson Rebello, Diretor de Negócios da Multi Centrais, comenta que o modelo tradicional das redes associativas apresenta um problema muito frequente: os empresários/associados têm muita dificuldade em administrar o tempo de atuação nas suas próprias organizações e na rede. Entre essas duas demandas, isso faz com que a gestão da rede fique em segundo plano e impacta diretamente na instituição e crescimento das mesmas. Contar com profissionais dedicados a administrar somente a Rede/Central é uma grande vantagem e pode ser fator importante para acelerar o crescimento e garantir uma atuação eficaz no mercado.

Como funciona

Uma Central para administrar a Rede deve, primeiramente, conhecer a rede de cooperação com a qual está atuando. Para isso, uma boa gestão da informação é essencial. Conhecer as potencialidades e gargalos, é necessário realizar o mapeamento de informações de cada grupo. Assim, uma análise pode ser feita e, em seguida, é possível eleger prioridades e traçar estratégias que entreguem resultados relevantes. É inclusive dessa forma que a própria Multi Centrais atua, segundo o Diretor Vilson Rebello.

Atuação

Uma Central para as redes nada mais é do que uma gestora de redes. Parecida com o que acontece com gestores de condomínios, por exemplo. A atuação desta gestão visa criar soluções para todas as demandas da rede, especialmente para as compras (que é o principal motivo da formação das redes). Porém, além disso, a “rede das redes” pode atuar em outros pontos: concepção do projeto, mapeamento, criação de soluções, negociações e gestão.

Vilson Rebello aponta que, na Multi Centrais, eles atuam com “uma metodologia onde múltiplos segmentos ou ramos de negócios interagem, sem que haja envolvimento jurídico entre elas, resguardando a cultura de cada rede e usufruindo de soluções de modo compartilhado”.

É fundamental não estabelecer conceitos limitantes, pois seguir a ideia de que diferentes ramos de negócios não possam interagir, acaba funcionando como um limitador do processo. Lembre-se que as empresas em redes possuem sinergia, mesmo em pequenos detalhes.

Exemplos

Área CentralO que uma Central de Redes pode gerir? O processo de compras é uma resposta óbvia. Porém, podemos pensar no marketing, na assessoria jurídica e até a manutenção de ar-condicionado. Essas atividades não precisam estar delimitadas a negociações específicas de uma única rede ou grupo deles. Esses exemplos citados são necessidades comuns de vários ramos de negócio. Dessa forma, uma Central que crie soluções mais abrangentes fornece condições mais amplas para negociação, contribuindo com a cadeia produtiva de modo mais amplo.

Carteira de Clientes

O Diretor Vilson Rebello comenta que atualmente a Multi Centrais realiza a gestão de seis redes, que congregam mais de 4.532 empresas, distribuídas em todos os estados brasileiros. O foco da organização é a gestão de projetos coletivos, sejam eles em redes associativas, cooperativas, grupos de empresários em fase inicial de união ou rede de empresas privadas com várias unidades.

A essência do negócio desenvolvido por eles é potencializar os pequenos empresários, buscando identificar o perfil do interessado e avaliar em qual grupo gerido por eles aquele cliente melhor se encaixaria. Isso é feito com base também na cultura de cada grupo, pois estes também possuem regras diferentes de associação.

Tecnologia aliada

Para que tudo isso funcione de forma coordenada, contar com o apoio da tecnologia é imprescindível. Dentro de cada rede, ter um software que realize a comunicação entre os associados e organize a gestão de compras e outros serviços é fundamental. No caso de uma “rede para as redes”, ter acesso às informações desta plataforma pode ser crucial para o desenvolvimento de melhores estratégias e um trabalho focado nas demandas daqueles associados, de forma específica. Depois, a própria central deverá contar com o auxílio de um bom software que os ajudem a gerir todas as redes e organizar, de forma efetiva, os processos e atividades necessárias para cada uma delas.

Fonte: boletim informativo “Varejo & Redes Empresariais” n° 193.