Organização financeira contribui para o crescimento da rede

Especialista aponta algumas ações que podem ser adotadas para manter os bons resultados em tempos de instabilidade econômica.

Os últimos anos tem apresentado aos empresários desafios ímpares. A instabilidade econômica e incerteza política trouxeram aos setores produtivos a necessidade de reinventar seus negócios. Dentro deste cenário, as redes e centrais tem proporcionado um crescimento aos seus associados, advindo de uma gestão partilhada.

Esse modelo, na opinião do consultor empresarial e financeiro Salézio de Souza, tem feito a diferença aos empresários que decidem se agrupar. Mas, até mesmo essas iniciativas precisam considerar algumas ações estratégicas para se manterem saudáveis.

Para Salézio o principal ponto está em rever as negociações que se faziam antes da crise e como melhorá-las para manter os associados com foco no coletivo. De acordo com o consultor, é comum nessa época os empresários deixarem de fazer negociações antecipadas, ou compras programadas para reduzir seus estoques. “Os gestores devem focar no que é utilizado atualmente pelos associados. Quanto mais todos acreditarem, mais todos ganharão”, alertou salientando que é importante considerar novas ações para resultados diferentes.

Outro ponto relevante a ser considerado está relacionado às ações imediatistas que os associados podem tomar de forma independente. Com uma possível redução de estoques e com controles mais rígidos de negociação, alguns associados podem tentar acordos diretos, que provocarão perda em cadeia. “O associado precisa ser fiel e continuar sua programação com o sistema cooperativo. Este será sempre um bom negócio”.

“Acreditar no associativismo, mesmo em momentos de crise ainda é um bom negócio”.

Planejamento

O planejamento estratégico financeiro é essencial para minimizar os impactos negativos causados pela crise. Diante disso, as redes e centrais de negócios criam cronogramas específicos em que os prazos, quantidades e valores são analisados com base na melhor estratégia para atender a todos e manter a competitividade. A manutenção deste processo é saudável, assim como a continuidade das ações coletivas que permitem, em muitos casos, fazer mais com menos.

As negociações em maior quantidade, além de impactarem no preço de compra, permitem uma melhor margem de lucro e maior prazo de pagamento devido ao alto poder de barganha que o grupo possui. Entretanto, de acordo com Salézio, a eficácia dessa ação só será garantida se houver o envolvimento de todos da rede: “Caberá ao gestor da rede deixar claro a todos as vantagens dos valores e metas apresentados. Além disso, é fundamental que os empresários tenham uma maneira de acompanhar e medir esses resultados”.

Ferramentas

Uma gestão eficiente se faz, também, com ferramentas apropriadas que permitam uma melhor administração do fluxo de informações, e para isso há alguns softwares especializados que facilitam a gerência de indicadores, que se tornam fundamentais.

De acordo com o consultor de empresas e financeiro, Salézio de Souza, é necessário que esses sistemas sejam alimentados com responsabilidade e eficiência pelos associados, para que se tornem realmente úteis: “Somente com dados concretos e verdadeiros é que os gestores terão argumentos de negociação”.

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