Organização Administrativa de Redes

Importância da Organização Administrativa de Redes (OAR) para Centrais de Negócios

Você sabe o que é uma OAR? Organização Administrativa de Redes?  Logo ao serem instituídas, redes e centrais de negócios optam por um modelo de governança e a OAR é um deles. E, muitas vezes, continuam ao longo do tempo com o mesmo modelo, ao invés de mudar. Isso é o que acaba por dificultar a expansão.

Pensando nisso, hoje vamos abordar sobre a OAR, um modelo de governança não muito comum no Brasil. Utilizamos como base um artigo publicado pelo Prof. Dr. Douglas Wegner na Revista Gestão Organizacional.

Nosso intuito é que você saiba mais sobre os três modelos de governança. Mas, principalmente que entenda sobre a OAR e o quanto ela pode ser benéfica para sua rede ou central. Confira!

Organização Administrativa de Redes e os outros modelos de governança

Modelos de governança

Como mencionamos acima, existem três tipos de governança:

  • Organização Administrativa de Redes (OAR)
  • Governança Compartilhada
  • Organização Líder.

Organização Administrativa de Redes (OAR)

O Prof. Dr. Douglas Wegner, no artigo intitulado “Mecanismos de Governança de Redes Horizontais de Empresas: O Caso das Redes Alemãs de Grande Porte publicado na Revista Gestão Organizacional, edição de 2012, menciona que a OAR pode ser modesta, consistindo somente em um indivíduo, ou pode ser uma forma organizacional mais complexa, com executivos e equipes de apoio operando em um escritório da rede.

Nesta estrutura de governança, organizações parceiras podem trabalhar umas com as outras, mas as atividades e decisões-chave são coordenadas através de uma entidade separada.

As vantagens deste modelo são sua eficiência, sustentabilidade e legitimidade. Como pontos fracos, as empresas da rede podem confiar demasiadamente na organização administrativa e os processos de decisão podem se tornar burocráticos.

Um risco é que na busca da eficiência, as decisões passem a ser tomadas pela própria OAR, e não mais pelos participantes, podendo inclusive levar a uma falta de envolvimento dos membros nas definições do grupo.

Governança Compartilhada

Neste modelo de governança o Prof. Dr. Douglas Wegner comenta no artigo que grupos de organizações trabalham coletivamente sem uma entidade administrativa formal e exclusiva. A governança ocorre através de reuniões dos representantes das empresas ou mesmo informalmente.

A efetividade deste modelo está apoiada exclusivamente no envolvimento e comprometimento das organizações participantes e funciona melhor em redes com menos integrantes.

Organização Líder

Neste modelo os membros da rede compartilham ao menos alguns objetivos comuns, ao mesmo tempo em que mantém os individuais.

As atividades e decisões-chaves são coordenadas por um dos membros, que age como líder e gerencia a rede. Isso facilitando as atividades dos participantes em seus esforços para atingir os objetivos da rede.

Formas híbridas

A partir destas formas básicas de governança são desenvolvidas formas híbridas. Participantes de uma rede com governança compartilhada podem, por exemplo, instituir uma OAR para lidar com aspectos e atividades específicas.

Isso de forma simultânea, na qual mantém parcialmente a governança compartilhada para que continue havendo um nível mínimo de envolvimento e participação dos atores da rede nas decisões, menciona o Prof. Dr. Douglas Wegner no artigo.

Relevância da OAR

Relevância da Organização Administrativa de Redes

Entendido cada modelo de governança, se torna muito mais fácil avaliar a relevância da OAR para as redes e centrais de negócios.

Se a estrutura de Governança Compartilhada é mais eficaz em redes e centrais menores, a OAR vem como um caminho para que elas continuem crescendo de forma competitiva no mercado.

Conforme dito no artigo pelo Prof. Dr. Douglas Wegner, com a OAR se institui uma autonomia para guiar e sustentar o processo de crescimento e consolidação. Nesse sentido, mantém-se a agilidade e eficiência das decisões, à medida que a rede cresce em número de participantes.

Então, a centralização das decisões e formalização das atividades é fundamental para que os objetivos possam ser alcançados. Quanto mais associados, maiores serão as divergências de opiniões e estratégias, o que pode prejudicar o funcionamento e crescimento da rede.

A Organização Administrativa de Redes é uma estrutura de governança ideal para redes maiores em que a participação ativa de todos os associados se torna inviável.

Porém, essa menor participação de todos nas tomadas de decisão pode gerar desacordos a respeito das estratégias. E ainda, criando desinteresse nas ações coletivas, o que ninguém deseja, concorda?

Nesse sentido, levando em consideração os pontos apresentados pelo Prof. Dr. Douglas Wegner em seu artigo intitulado “Mecanismos de Governança de Redes Horizontais de Empresas: O Caso das Redes Alemãs de Grande Porte vamos apresentar as soluções possíveis para essa participação menos ativa dos associados nas decisões tomadas pelos gestores responsáveis na OAR.

Solução para menor participação nas tomadas de decisão na OAR

Solução para menor participação dos associados na OAR

Mesmo que neste modelo de governança os gestores tenham maior autonomia para decidir pela coletividade, é fundamental a existência de formas diretas de participação e envolvimento dos empresários nas decisões feitas dentro da rede. Algumas formas que podem ajudar a integrar os associados nas decisões e ações da rede ou central:

Estas possibilidades contribuem como canal de comunicação entre os grupos de associados e os gestores da rede.

No artigo, o Prof Dr. Douglas Wegner utiliza como objeto de estudo duas redes da Alemanha. E, quando os empresários foram questionados sobre o modelo de governança OAR, eles se mostram cientes de que haveria a redução da participação nos processos decisórios. Mas, que isso seria compensado pela possibilidade de expansão da rede, além dela vir a se tornar mais ágil e profissional.

Liberdade de adesão ou não às estratégias propostas

O fato de os associados serem livres para aderir ou não às propostas das redes, constitui-se em interessante mecanismo de autorregulação e de avaliação da eficiência das estratégias de cada rede. A não-obrigatoriedade de adesão aos programas, serviços e campanhas criadas pelas redes […] faz com que os gestores tenham uma grande responsabilidade no desenvolvimento de ações e estratégias.

Ele ressalta sobre isso que, caso a ideia seja percebida pelos associados como ineficaz, ela será desconsiderada. Na OAR os gestores são responsáveis pelas decisões. Mas, são os empresários integrantes da rede que mantém o controle sobre os caminhos a serem seguidos.

Então, quanto a utilização dessas formas de facilitar a participação dos associados na tomada de decisões, o Prof. Dr. Douglas Wegner relata que é papel dos gestores adaptar mecanismos e instituir grêmios, grupos de discussão ou representantes regionais à medida que a rede cresce, evitando que perca seu caráter cooperativo e se distancie dos interesses dos associados.

E então?

Você viu que mencionamos quais são os três modelos de governança que podem ser aplicados nas redes e centrais de negócios. Mas, principalmente, algumas questões importantes que envolvem a Organização Administrativa de Redes, a OAR.

Com o que o Prof. Dr. Douglas Wegner relatou em seu artigo foi possível perceber que a governança compartilhada é viável em redes menores. Mas, que a OAR é indispensável em redes e centrais que comportam um volume expressivo de associados.

Isso com o intuito de tornar mais ágil a tomada de decisões e assim, gerar também menos conflitos devido ao grande número de opiniões que podem divergir.

Como você deve ter notado, existem pontos positivos e negativos no modelo OAR. Os associados se tornam menos atuantes nas decisões, mas estratégias e ações podem ser agilizadas. O que seria um processo longo se precisasse ser questionado todos os associados da rede em uma reunião, por exemplo.

Criar uma OAR para lidar com as questões mais pertinentes da rede ou central contribui para que ela consiga avançar com maior velocidade no mercado.

Com as discussões e trocas de experiências sendo colocadas em prática constantemente, os associados se fazem de certa forma presentes. Isso ao irem opinando e questionando quanto ao que vem sendo feito e quais serão os próximos passos da rede ou central.

Sua rede já conta com um modelo de governança? Conte nos comentários para nós! Se tiver interesse, faça o download do nosso Kit Fundamental de Gestão e melhore ainda mais as estratégias da sua rede ou central com nossas dicas!

Fonte: Douglas Wegner. Mecanismos de Governança de Redes Horizontais de Empresas: O Caso das Redes Alemãs de Grande Porte. RGO Revista Gestão Organizacional, Vol. 5 – N. 2 – Jul/Dez – 2012.

Kit fundamental de gestão

Leave a Reply