Governança Corporativa: entenda por que praticar na rede ou central

Governança Corporativa: entenda por que praticar na rede ou central

Você tem praticado a Governança Corporativa na sua rede ou central? Através desta estratégia todas as ações e processos são pautados na transparência e as regras buscam gerar um padrão de comportamento organizacional no meio empresarial.

Em redes e centrais de negócios ela se faz ainda mais importante, pois é um número maior de informações, vendas e pessoas em torno destas relações associativistas.

Por isso, hoje vamos falar sobre o que ela é, quais são seus princípios básicos, ferramentas e boas práticas para alcançá-la. E ainda, benefícios de aplicar essa estratégia. Confira!

O que é Governança Corporativa?

A explicação mais abrangente sobre o assunto está presente no Código das Melhores Práticas de Governança Corporativa, desenvolvido pelo Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC), que se encontra já na 5ª Edição:

[…] é o sistema pelo qual as empresas e demais organizações são dirigidas, monitoradas e incentivadas, envolvendo os relacionamentos entre sócios, conselho de administração, diretoria, órgãos de fiscalização e controle e demais partes interessadas.

Marcos Junitsi Uda, presidente da Associação Brasileira de Redes e Centrais de Negócios (ABRCN) em uma matéria a Revista Acrescentar – desenvolvida pela AC – apresenta o conceito aplicado nas redes e centrais de negócios:

“Para auxiliar as Redes ou CN no amadurecimento da gestão, surge a implementação de uma Governança. Essa estratégia, que já é praticada no meio empresarial, tem como foco principal a transparência. Atualmente muitas Redes ou CN estão debaixo de uma mesma marca e necessitam de clareza na gestão para gerar confiabilidade entre os associados. Por isso, implantar a Governança nas Redes ou CN é uma boa escolha.”

Então, ela tem por intuito criar mecanismos a fim de indicar e monitorar práticas que assegurem que o comportamento dos associados esteja sempre alinhado ao propósito da rede ou central.

Trata-se de implementar “regras” a fim de que as metas – tanto do associado, quanto da rede ou central – sejam alcançadas. Isso levando em consideração alguns princípios. Conheça quais são eles a seguir.

Quais são os princípios básicos da Governança Corporativa?

Princípios da Governança Corporativa

Mais uma vez vamos recorrer ao Código das Melhores Práticas, já que ele menciona muito bem os princípios básicos:

Transparência

Consiste no desejo de disponibilizar para as partes interessadas as informações que sejam de seu interesse e não apenas aquelas impostas por disposições de leis ou regulamentos. Não deve restringir-se ao desenvolvimento econômico-financeiro, contemplando também os demais fatores (inclusive intangíveis) que norteiam a ação gerencial e que conduzem à preservação e à otimização do valor da organização.

Equidade

Caracteriza-se pelo tratamento justo e isonômico de todos os sócios e demais partes interessadas (stakeholders), levando em consideração seus direitos, deveres, necessidades, interesses e expectativas.

Prestação de Contas (accountability)

Os agentes de governança devem prestar contas de sua atuação de modo claro, conciso, compreensível e tempestivo, assumindo integralmente as consequências de seus atos e omissões e atuando com diligência e responsabilidade no âmbito dos seus papéis.

Responsabilidade Corporativa

Os agentes de governança devem zelar pela viabilidade econômico-financeira das organizações, reduzir as externalidades negativas de seus negócios e suas operações e aumentar as positivas, levando em consideração, no seu modelo de negócios, os diversos capitais (financeiro, manufaturado, intelectual, humano, social, ambiental, reputacional, etc.) no curto, médio e longo prazos.

Ferramentas e boas práticas para consolidar estes princípios

No Código das Melhores Práticas é mencionado qual o objetivo com as boas práticas.

As boas práticas de governança corporativa convertem princípios básicos em recomendações objetivas, alinhando interesses com a finalidade de preservar e otimizar o valor econômico de longo prazo da organização, facilitando seu acesso a recursos e contribuindo para a qualidade da gestão da organização, sua longevidade e o bem comum.

Sobre os princípios, Marcos Junitsi Uda, ainda na matéria da Revista Acrescentar, apresentou algumas ferramentas que podem ser utilizadas a fim de alcançá-los:

  • Um estruturado acordo de quotistas ou acionistas
  • Auditoria independente externa nas contas e processos das empresas
  • Conselho Consultivo ou Deliberativo com conselheiros independentes
  • Reuniões periódicas e sistemáticas de resultados
  • Canais de comunicação com foco na transparência e Código de Conduta.

Contar com um Estatuto forte que é respeitado nas tomadas de decisões é o ideal. Além disso, trabalhar com comissões bem definidas e ter os membros altamente participativos em todas as práticas, fazem com que a Governança seja eficiente.

Essas ações devem ser realizadas diariamente a fim de que aos poucos se construa a estratégia de forma sólida. A confiança se constrói com atitudes e ela é fundamental ao bom andamento da rede ou central.

Benefícios da Governança Corporativa

Benefícios da Governança Corporativa

Vamos pontuar alguns benefícios de aplicar a Governança Corporativa:

  • Torna redes e centrais mais eficientes
  • Proporciona maior confiabilidade no ambiente de negócios
  • Resolução ágil de conflitos
  • Priorização dos interesses da companhia
  • Atração de investidores
  • Crescimento organizado
  • Maior longevidade das redes e centrais
  • Credibilidade perante os investidores.

Ao inserir as práticas de Governança, não só sua empresa, mas todas as empresas associadas serão mais bem vistas no mercado. Essa transparência nas ações e mecanismos estruturados para resoluções de problemas, contribuem para isso.

Caso exista resistência dos associados na aderência dessas boas práticas, a permanência das empresas no mercado pode ser prejudicada. E não só elas, mas a gestão como um todo.

A sua rede ou central só tem a ganhar com a Governança

A Rede Construai é um ótimo exemplo de associação que hoje aplica a Governança Corporativa.

As ações realizadas e monitoradas através da criação de mecanismos, aliada a um Software de Gestão exclusivo, colabora ao crescimento constante dela no segmento de material de construção.

Você viu que falamos sobre o que é essa estratégia, seus princípios e benefícios. E ainda, com quais ferramentas e práticas você consegue implementá-la.

Então, praticá-la é um exercício diário que traz resultados intangíveis para todos os envolvidos. Não é algo que se estabelece com rapidez, mas se todos os integrantes se empenharem, é uma estratégia possível.

Ficou com alguma dúvida sobre a Governança Corporativa? Entre em contato conosco!

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