Como mensurar o crescimento nas redes e centrais de negócios?

Uma das maiores dificuldades nas redes e centrais é mensurar o crescimento. Isso porque, o número de empresas envolvidas e suas peculiaridades dificultam que uma análise coletiva seja direta e concisa entre todos. 

Essa tarefa, porém, pode ser facilitada quando percebemos com clareza quais são os aspectos que devem ser levados em consideração para que a tomada de decisões guie todos os participantes a um processo eficiente de melhorias contínuas.

A seguir, entenda a importância desse tipo de controle e descubra como aplicar o modelo BSC para obter indicadores precisos na sua organização coletiva! 

Qual a importância de mensurar o crescimento em uma rede ou central de negócio?

Para mensurar o crescimento de uma rede, é necessário avaliar todos os processos realizados de maneira colaborativa por meio de ferramentas que permitam que os tomadores de decisão possam agir de maneira ativa e estratégica.

Se pensarmos na lógica que viabiliza a participação em uma rede ou central de negócio, ela diz respeito ao fato de que os ganhos individuais devem ser maiores durante a participação nesse tipo de organização do que seriam sem todo o coletivo.

Para que uma central ou rede seja bem-sucedida, portanto, é preciso que o seu pertencimento gere resultados vantajosos aos participantes e que os meios para que eles sejam divididos sejam justos para todos. 

É de conhecimento geral que muitos fatores podem influenciar a participação em uma rede. 

Enquanto certas empresas dedicam suas atividades com maior foco no desempenho coletivo, outras agregam resultados aos demais simplesmente por meio do prestígio que já carregam em suas marcas. 

Por mais que ambas as questões sejam relevantes, é preciso que os meios de mensurar o crescimento tornem essas relações mais claras, com indicadores objetivos sobre a situação dos negócios e seus requisitos na participação.

Só assim é possível manter uma relação igualitária e considerada vantajosa para todos, ao mesmo tempo em que processos de melhorias contínuas podem ser implementados com base na análise desses resultados. 

Como aplicar o conceito BSC nesse tipo de organização?

Com base em dados qualitativos e quantitativos, o conceito de Balanced Scorecard pode ser adaptado para um modo cooperativo, em que suas análises são feitas levando em consideração os resultados individuais das empresas e da rede como um todo. 

Já consagrado entre os gestores, o BSC tradicional deve sofrer pequenas mudanças nesses casos, já que, além de ter que gerar novos resultados constantemente para as organizações individualmente, as redes também precisam apoiar seus participantes.

Sendo assim, no modelo, é preciso analisar sob o ponto de vista das empresas participantes questões como relações financeiras, criação e trocas de valores.

Tendo a rede como foco de análise, são imprescindíveis também as perspectivas sociocomportamentais e de gerenciamento. 

Perspectiva financeira

Voltada à perspectiva financeira, as dimensões analisadas podem ser sobre resultados financeiros e econômicos, em que são empregados indicadores como:

  • Variação no faturamento dos negócios participantes
  • Melhorias nos seus giros de estoque
  • Seus retornos sobre os investimentos.

Perspectiva de trocas de valores

Já na perspectiva de trocas de valores, podem ser analisadas diversas dimensões diferentes, como:

  • Aquisição, que versa sobre aspectos como acesso a fornecedores, aquisição de volumes de compras com fornecedores parceiros e de melhores condições e preços
  • Produtos, processos e serviços, em que os indicadores são sobre a melhoria de sua qualidade, redução nos custos de estoque, melhoria da eficiência dos processos internos e redução dos seus custos
  • Infraestrutura e tecnologia, que trata a respeito da aquisição e desenvolvimento coletivo de equipamentos, acesso conjunto a serviços, além de seleção e treinamento de profissionais
  • Relações com clientes, que indica questões como satisfação, resultados e despesas de marketing e formas de pagamento e condições de venda. 

Perspectiva de criação de valores

As dimensões dos indicadores sobre criação de valores são duas:

  • Sobre melhorias, tanto na organização interna dos negócios, quanto no seu status e imagem perante o mercado competitivo e nos seus produtos, serviços e processos, com base em experiências trocadas com outros membros da rede
  • A respeito de inovações, seja em novas maneiras de se comunicar no cenário competitivo, no desenvolvimento de novas soluções em produtos ou serviços ou ainda em novos parâmetros de organização e atendimento. 

Perspectiva sociocomportamental

Em relação aos padrões sociocomportamentais das empresas participantes das redes ou centrais de negócios, é preciso indicadores sob as seguintes dimensões:

  • Comprometimento, que trata sobre os acordos e obrigações estabelecidas entre os membros e a devida aplicação de sanções em caso de descumprimentos
  • Engajamento, que versa sobre a frequência dos participantes nas atividades da rede e seu nível de tomada de decisões
  • Conexões internas, que trata sobre a qualidade do relacionamento dos negócios participantes e sua frequência de encontros
  • Confiança, que traz a percepção de confiança nas relações mantidas entre participantes e gestores
  • Liderança, que trata sobre a qualificação e a rotatividade dos líderes
  • Conexões externas, que avalia a qualidade das fontes de informação e a frequência com que elas são utilizadas. 

Perspectiva de gerenciamento

As dimensões que precisam ser analisadas sobre a gestão e governança da rede precisam obter indicadores a partir de características como

  • Tomada de decisões, que avalia a eficiência do sistema utilizado para essa finalidade e suas regras
  • Formação e implementação, que versa a respeito das ações para que as estratégias sejam implementadas, seu processo coletivo de planejamento, além dos objetivos compartilhados de médio, curto e longo prazo
  • Controles e incentivos, que trata sobre os meios de incentivo à participação, bem como controle de comportamento e desempenho
  • Estrutura física e humana, que avalia recursos humanos, qualificação dos funcionários e gestores, bem como espaços físicos
  • Serviços, em que são definidas as principais ações da rede, como marketing, capacitação e negociação
  • Seleção de parceiros, que trata sobre os processos para a escolha de novos parceiros e seu monitoramento
  • Formalização, que verifica se as regras são adequadamente documentadas e difundidas entre todos os participantes.

E então?

Após relacionar todos esses aspectos, o BSC cooperativo é capaz de equilibrar e tornar todos os fatores fundamentais para que uma rede ou central de negócios seja gerenciada de maneira vantajosa a todos os envolvidos.

Descrito no livro Redes, Alianças e Parcerias, do autor Douglas Wegner, essa metodologia não deve ser vista como estática. Muito pelo contrário: essa base deve transformar-se conforme as peculiaridades de cada modelo de negócio.

O ponto-chave da organização é saber levantar quais são os aspectos qualitativos e quantitativos que influenciam os resultados da rede, representá-los de maneira clara e utilizá-los para que ela gere os melhores resultados possíveis! 

E você, já conhecia essa técnica para mensurar o crescimento da sua central ou rede de negócios? Se ficou com alguma dúvida sobre o assunto, entre em contato conosco! 

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