centrais de negócios apostam em e-cmmerces

Aposta em E-commerce como estratégia de venda

Ao tempo em que comércio tradicional vem apresentando um baixo volume de vendas, as lojas virtuais são tendência e seguem registrando grandes índices de crescimento. A diferença é que agora o e-commerce brasileiro tem atraído, também, a atenção de segmentos não usuais. E é nessa onda que as Centrais de Negócios têm a oportunidade de surfar! O e-commerce atraiu a preferência dos consumidores por ser uma ótima alternativa econômica, e é isso que leva as Centrais de Compras apostarem neste mesmo modelo! Além de ampliar as vendas no sentido geográfico, a loja virtual também permite às redes expandirem a marca de seus negócios de forma nacional.

O que é o E-commerce?

E-commerce é a abreviação em inglês de eletronic commerce, que significa “comércio eletrônico” em português. O E-commerce é um modelo de comércio que utiliza como base plataformas eletrônicas: computadores, smartphones, tablets, etc.

e-commerce para centrais de negóciosNo início, o e-commerce era utilizado para vender bens de valores modestos, basicamente livros e CDs. Hoje, ele é utilizado para comercializar desde produtos que custam milhões (iates, carros de luxo e mansões), até produtos que há pouco tempo eram inimagináveis para este tipo de comércio, como roupas, perfumes, alimentos, móveis, etc.

O E-commerce é um conceito aplicável a qualquer tipo de negócio que implique a transferência de informação através da Internet. Ele que as pessoas consumam bens e serviços eletronicamente, sem barreiras de tempo ou distância. Espera-se que, em breve, as fronteiras entre comércio “convencional” e “eletrônico” sumam, pois cada vez mais negócios deslocam suas operações e produtos para a Internet.

Vantagens do E-commerce

Na loja online o cliente vê um produto que lhe interessa, coloca-o num cesto de compras virtual (carrinho de compras) e, ao terminar suas escolhas, procede ao checkout, onde completa a transação fornecendo os seus dados para pagamento.

Além de permitir o consumidor fazer suas compras do conforto de sua casa e no horário que tiver disponível (sem precisar ser o “horário comercial”), essa opção também traz a vantagem do cliente poder consultar diferentes lojas em um curto intervalo de tempo e fazer a comparação de preços e produtos, selecionando o mais atraente para as suas necessidades e vontades.

Crescimento do E-commerce no Brasil

A Revista Acrescentar publicou que em 2015 o setor cresceu 22% em relação a 2014 e obteve um faturamento de R$ 48,2 bilhões. O ano fechou com 155,5 milhões de pedidos e um ticket médio de R$ 310. Na época, a previsão para o ano de 2016 – de acordo com a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm) – é que o E-commerce nacional cresceria 18% em relação a 2015 e faturaria R$ 56,8 bilhões.

O ano de 2016 também teve uma expectativa maior quanto as compras feitas por mobile (smartphones e tablets), e não só por laptops ou computadores desktops. Em 2015 as compras por esses meios representaram 20% das compras totais em e-commerce. Em 2016, somaram 30% do total de pedidos. A participação das Pequenas e Médias Empresas na receita geral também aumentou, atingindo quase 25% em 2016. Assim, com dados tão relevantes e em acelerada expansão, as Centrais de Negócios encontraram no E-commerce um aliado de vendas.

Caso Redlar

E-commerce RedlarA Redlar é uma Central de Negócios que já adotou o modelo de E-commerce para seus associados. A rede, especializada em móveis e ambientes planejados, atua no Rio Grande do Sul com 47 pontos físicos distribuídos em 24 cidades. Porém, com a loja virtual, expandiu sua cobertura para mais de 400 municípios no estado.

Segundo o diretor executivo da Redlar, Israel Dias, o e-commerce representa uma evolução natural do negócio. Israel comenta: “Além de um novo canal de comercialização, ganhamos uma nova forma de relacionamento com o nosso consumidor, que busca por um atendimento omni channel. É muito difícil pensar em um negócio próspero sem agregar essa proximidade digital com o cliente. Ele demanda e espera isso da marca!”.

Como as redes podem gerir o E-commerce?

 No caso da Redlar os lojistas atendem individualmente aos pedidos através do e-commerce coletivo. “Conseguimos atingir um modelo de distribuição assertiva e sem intervenção por parte da rede”.  Israel explica a forma como isso funciona: as vendas realizadas no canal virtual são direcionadas para o lojista mais próximo do endereço de entrega. Esse modelo é aplicado através de uma funcionalidade com geo-localização, já integrado a plataforma online onde está hospedada a loja virtual.  Cada loja abrange um raio de atuação de 35 a 100 Km, e a plataforma faz a seleção automaticamente com base nesse parâmetro. Ele destaca que “desta forma, o processo acontece de maneira eficiente e segura, mantendo a transparência e imparcialidade entre associação e associado”. Ou seja, há neutralidade na escolha de qual associado irá cobrir aquele pedido.

Como funcionam as vendas virtuais dentro das Centrais?

 No modelo de negócio adotado pela Redlar, eles separaram as responsabilidades entre o associado e a rede. O associado fica responsável pelo processo operacional do pedido. Ou seja: recebimento, faturamento, entrega e montagem do produto comprado. Já o processo de administração da plataforma de vendas online (cadastro de produtos, atualizações, design, manutenção, etc) é realizada pela rede. Tudo isso é acertado em reuniões estratégicas com a diretoria.

Qual foi o resultado?

 No caso da RedLar, que já considerada que obteve sucesso com o empreendimento virtual, a loja on-line trouxe um mix mais variado de produtos, além de oferecer condições de pagamentos especiais (à vista ou a prazo, de forma parcelada ou não), que beneficia muitos os consumidores. Para os associados, houve a ampliação das vendas e mudanças na forma de contato com o cliente. O site oferece a compra com auxílio em diversos canais de atendimento ao consumidor, como: chat online, e-mail, WhatsApp, Facebook e telefone.

Israel Dias conclui os primeiros resultados da experiência, que completa o primeiro trimestre no ar, dizendo que “além do que a transação comercial nos proporciona; conseguimos nos aproximar dos clientes, identificar as necessidades e oportunizar benefícios tangíveis e intangíveis para o consumidor, como o atendimento personalizado e a comodidade do canal online. Deste modo, aumentamos nossa visibilidade como marca e oferecemos uma nova ferramenta de suporte para a equipe de vendas”.