Elementos de cooperação fundamentais

6 elementos da cooperação fundamentais na sua rede ou central

Quando se fala em associativismo, não tem como não pensar em cooperação. Muito já falamos sobre estratégias e pontos de crescimento que devem ser analisados na sua rede ou central de negócio para que ela possa continuar se expandindo.

Nesse sentido, hoje queremos falar com você a respeito de elementos da cooperação que são essenciais não só para o desenvolvimento da sua rede ou central, como também para promover a aproximação entre os associados e favorecer um maior engajamento entre os mesmos.

Lembre-se que apesar dos objetivos desta união terem como foco os ganhos competitivos que o seu negócio pode ter no mercado, a parte que não se pode mensurar, como a troca de experiências e a conexão entre empreendedores com certeza é o maior ganho no mercado de negócios!

Continue a leitura e descubra os 6 elementos que consideramos fundamentais na cooperação!

O que é a cooperação?

Em um material produzido e divulgado na internet pelo SEBRAE, intitulado “Cultura da Cooperação – Série Empreendimentos Coletivos”, de 2014, apresenta de uma maneira muito clara a definição da palavra cooperação: Para o Sebrae, a cooperação é um processo social e sistêmico, que possui três dimensões interdependentes: a cooperação empresarial, a cooperação setorial e a cooperação territorial.

Onde ele ainda explica cada tipo de cooperação:

  • A dimensão da cooperação empresarial abrange os processos associativos intraempresa (ambiente interno) e interempresas (parcerias). Situa-se no âmbito da governança corporativa.
  • A cooperação setorial refere-se às várias formas por meio das quais as empresas de um setor se organizam, buscando uma maior representatividade setorial e melhor governança da cadeia produtiva.
  • A dimensão da cooperação territorial aborda as relações entre os vários atores públicos e privados no âmbito local, regional ou territorial, em torno de objetivos da coletividade, em prol do desenvolvimento econômico sustentável delimitado por um espaço geográfico, ou seja: demanda uma governança territorial (organização e coesão política, econômica e social).

Então, a cooperação mesmo adquirindo vertentes, acaba por ter a mesma finalidade em todas elas: realizar um trabalho em conjunto, visando conquistar resultados que beneficiem igualmente a todos.

DICA: Vale a pena ler este material do SEBRAE onde são mencionados os princípios e valores da cooperação e dificuldades enfrentadas pelos empreendimentos coletivos, dentre outros pontos importantes.

Objetivos comuns

objetivos comuns

A partir do momento que você busca atuar no mercado de forma coletiva, é preciso estruturar objetivos comuns. Não se trata mais apenas da sua opinião, da meta que você precisa atingir no final do mês.

Quando se faz parte de uma rede ou central, é preciso que todos os associados tomem a decisão em comum acordo, em uma reunião, de qual é o primeiro objetivo que precisa ser conquistado. Pode ser captar novos clientes, fidelizar os atuais ou conseguir preços mais competitivos com os fornecedores, por exemplo.

O que realmente importa é que seja determinado um ou vários objetivos – isso depende da capacidade de estruturação e andamento da rede ou central – para serem trabalhados por todos.

Dentro da cooperação é essencial que esse objetivo seja unificado e buscado pelos integrantes. Isso porque, se você querer conquistar novos clientes e o outro associado querer melhorar o poder de barganha com fornecedores, cada um acabará indo para um lado, olhando apenas para sua própria necessidade.

Ao unirem forças e trabalharem em conjunto, se tornará muito mais fácil atingir um objetivo para depois ir conquistar os próximos.

Coordenação e agir em bloco

Esse ponto está muito relacionado ao que falamos acima. Com os objetivos traçados se torna muito mais simples agir em bloco e ter uma coordenação mais estruturada.

Ele torna mais claro os direitos e deveres dos associados, conserva a individualidade, trabalhando o espírito coletivo, busca o comprometimento de seus membros, evita o surgimento de privilégios, conquistando rápida adaptação nas demandas e flexibilidade no mercado.

Conectividade

A conectividade pode estar atrelada tanto a relação estabelecida entre os associados, como também a conexão do grupo com o mercado.

A cooperação só irá funcionar neste ambiente associativista quando todos os membros estiverem conectados, ou seja, engajados para conquistar os objetivos propostos.

Da mesma forma, o trabalho só trará benefícios se todos os associados estiverem focados em melhorar o poder de barganha com fornecedores e também conquistar novos espaços no mercado.

E ainda, quando se trata de conectividade, vale a pena frisar a relação dos empreendedores da rede ou central com os consumidores. Quão conectados vocês estão com eles? Sua presença on-line e off-line é notada com facilidade? De quais formas seu negócio se faz presente na vida das pessoas?

Então, é preciso estabelecer uma conexão com o mercado – fornecedores e consumidores – e também entre vocês, da rede ou central.

Coesão do grupo

A coesão está relacionada às ações e práticas utilizadas para se alcançar a uniformidade de ideias. Ou seja, assim como se faz essencial definir objetivos em comum, é fundamental que as ideias, estratégias e ações sejam estabelecidas gerando um alinhamento nos passos a serem dados pelos associados.

Conforme conteúdo intitulado “A associação em redes de cooperação influencia os resultados de pequenas e médias empresas?” publicado na Revista Unisinos, de janeiro a abril de 2010, “Os espaços de colaboração que se formam nas redes estabelecem a geração de um ambiente propício à melhoria das práticas de trabalho e à geração de novos produtos e serviços. A pesquisa de Ahuja (2000) demonstrou que as relações diretas entre os associados de uma rede de cooperação promovem ações inovadoras por fornecerem três benefícios substantivos: conhecimento compartilhado, complementaridade de competências e escala nos projetos de pesquisa e desenvolvimento (P&D). Não obstante, há o benefício da aproximação entre as PMEs, que facilita a partilha de ideias e elimina preconceitos como a síndrome do não-inventado-aqui, em que ideias são rejeitadas por não terem sido criadas e desenvolvidas internamente.”

Então, a coesão em grupo também irá contribuir em projetos de pesquisa e desenvolvimento de novos produtos e na proximidade entre os associados pelas vivências e conhecimentos compartilhados.

Participação e confiança

participação e confiança

No mundo dos negócios a confiança é a base para qualquer negociação ou parceria. Muitas relações comerciais podem ser interrompidas ou nem ao menos serem iniciadas devido à falta de confiança entre duas empresas ou empresários.

Nesse sentido, a confiança é ainda mais primordial em relações associativistas, já que existem muito mais pessoas e negócios envolvidos em um grupo só.

Se você já integra uma rede ou central de negócio a algum tempo, teve dificuldade no início para abrir algumas questões do financeiro do seu negócio para os demais associados?

Isso é natural e comum, por isso a confiança é indispensável nesta parceria entre empreendedores. A partir do momento que se cria uma confiança interna, essa questão que pontuamos como exemplo, e tantas outras, passam a serem menos complexas de se “aceitar” devido às práticas realizadas para fortalecer a confiança estabelecida entre todos os membros.

E ainda, quanto a questão da participação, gestores, associados e demais integrantes da sua rede ou central a partir do momento que se sentem mais confiantes em compartilhar números, vendas e conquistas, consequentemente se tornam mais participativos.

Podemos dizer que os fatores confiança e participação andam de mãos dadas. Um vai estimular a presença do outro, gerando assim um ambiente estruturado e competitivo para atuar no mercado.

Comprometimento

A partir do momento que foi estabelecido um objetivo comum, é importante que todos se comprometam em alcançar o que foi definido.

É através deste elemento que a cooperação entre todos se fortalece ainda mais. Você está envolvido nas questões da sua rede ou central? Quanto está disposto a despender do seu tempo para se dedicar ao associativismo? Já apresentou ideias para melhorar pontos falhos em comum?

Desde que se tornou integrante deste modelo de negócio, como você já deve saber, não se pode apenas pensar nos lucros, é preciso trabalhar e participar por eles.

Então, se comprometa com cada ação, estratégia ou ideia proposta em reunião para alavancar os resultados. Mostre que você está pensando não só em você, mas nos outros e sirva de exemplo para engajar cada vez mais associados neste elemento essencial na cooperação.

E então?

Você viu que apresentamos 6 elementos de cooperação fundamentais para sua rede ou central de negócios. São eles: objetivos comuns, coordenação e agir em bloco, conectividade, coesão do grupo, participação e confiança e comprometimento.

Direta ou indiretamente todos estão ligados a definição de um ou mais objetivos comuns. Esta é uma boa dica para começar a aplicá-los. Estipule primeiro o objetivo e depois vá desenhando como serão colocados em prática os demais elementos de cooperação.

Existe uma real necessidade de ser trabalhado esses pontos como o comprometimento e confiança, já que eles são a base para um ambiente associativista duradouro e em crescimento constante.

Quais desses elementos já são colocados em prática? Conte nos comentários!

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